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A Vida de todos os Dias

Para quem ler estas paginas fique a saber que o que aqui vai é o conteúdo do que vai na minha vida, na minha cabeça, do que meus olhos vêm, do que meus ouvidos ouvem e do que meu coração sente e anseia!

A Vida de todos os Dias

Para quem ler estas paginas fique a saber que o que aqui vai é o conteúdo do que vai na minha vida, na minha cabeça, do que meus olhos vêm, do que meus ouvidos ouvem e do que meu coração sente e anseia!

13
Set19

É incrivelmente difícil ser mãe!


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Ouvimos a nossas mães muitas vezes dizerem-nos quando eramos novas que um dia iriamos entender, que íamos ver que não é fácil. Mas nunca pensamos, nem imaginamos o quanto duro é.

Amo meus 3 filhos mais do que tudo, pensava que sabia o quer era o amor, amo meus pais, irmãos e marido, pensava que sabia o que era o amor, mas só a partir do momento que fui mãe é que realmente soube o que era amor, soube e senti com todo o esplendor o verdadeiro significado de amar.

E por mais que amemos nossos filhos, pensamos que raio fomos nos fazer, porque é que fui ter filhos! É duro, é complicado, é avassalador, é cansativo e é para o resto dos nossos dias!

Ninguém nos avisou, nos preparou para isso! Mas também vejo que não é fácil explicar o porquê de ser tão duro, tão difícil ser mãe! Estou a tentar escrever este texto e não sei como colocar isso por palavras, pois o que mais se destaca quando nos deparamos com dias mais complicados que o normal, sim porque todos os dias o são, uns mais que os outros, mas o que mais se destaca é o sentimento que temos, este sentimento de impotência, de não sabemos realmente o que estamos a fazer e como vamos arranjar forças para o fazer todos os dias. Temos essa sensação no peito, um constante arrepio a volta do coração que nos dá a sensação de incapacidade, de angústia, descobri que ser mãe é viver em constante angústia, mesmo que eles estejam todos bem e de saúde.

É o dia a dia que se torna duro, não tenho filhos difíceis de lidar, não tenho! Mas é inevitável quando se tem 3 filhos, uma com quatro anos e gémeos com 2 e meio, que haja sempre barulho, uma birrita, gritos, são crianças eles pegam-se e querem tudo o que outro quer.

É estares a fazer o jantar e todos te pedirem colo, água, ir a casa de banho, non stop ouvires mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mama, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe! O pai esta com eles, literalmente com eles, mas eles são se viram para a mãe! Mãe o mano bateu, mãe a mana tirou, mãe quero, mãe posso, mãe não quero, mãe tudo, mãe nada! Isso o dia todo, o dia todo com pequenas adoráveis criaturas que não param 2 segundos, eles estão no chão, olhas para o relógio e já tens um em cima da mesa e tu nem sabes como lá foi para porque já que nem tens a cadeiras ao pé da mesa para evitar essas situações. Tens o outro que esta a atirar os brinquedos pela janela fora pois acha que o nosso cão quer brincar e tens outro aos gritos porque o mano atirou o brinquedo pela janela! Não é todos os dias assim, não é o dia todo assim. Mas não estamos longe disso!

Eles são pequenos e brincam, mas pegam-se e chateiam-se é compreensível, faz parte do pacote. E isso tudo acontece enquanto tu estas cansada, porque para alem de seres mãe tens um trabalho fora de casa e tens uma casa para tratar e nesse momento estas a tentar fazer alguma coisa, quer seja fazer a cama, dobrar roupa, fazer o almoço, aspirar, organizar uma prateleira, lavar louça, respirar, ir a casa de banho. Sim, o ir a casa de banho não é tão fácil quanto isso, é quando tu vais fazer teu chichizinho que as maiores desgraças acontecem, nem fechas a porta não vale a pena, eu não fecho porque se o fizer parece que os barulhos que vem de fora ficam ampliado e assim imaginas o fim do mundo, então deixo aberta, sempre consigo ver se os 3 passam a correr pelo corredor aos gritos e sei que não estão a morrer. Temos ainda as noites mal dormidas, as horas das refeições, quando estão doentes e se frequentam creches e jardins de infâncias nem se fala, quando tu estas doente, quando organizas uma saída.

Parece cómico, mas não é! É muito duro, é difícil! Por mais que tentes não consegues evitar de gritar, eu tenho a sensação que passo a vida aos gritos, parece que não me sei comunicar de outra maneira. É o santo dia todo! Nossa cabeça começa a doer, mas dói, dói mesmo muito, lateja, teus olhos doem, não sabes para que lado te virar, não sabes o que fazer, nem sabes o que estas a fazer! Achas que não estas a fazer nada, sentes-te pequenina, quando na realidade estas a fazer tudo e mais ainda. Custa muito, porque existe sempre esse sentimento de que não sabemos os que estamos a fazer e é muito cansativo, vivemos constantemente cansadas.

Eu entendo a existência das depressões, entendo muito bem o porquê de haver muitas mães com depressão, é mais do que compreensível. Eu nunca tive, espero nunca vir a ter. Minha mãe teve lembro-me perfeitamente. A quem esteja a passar por isso, muita força para se levantar, mas saibam que nós mães que não temos depressão que não custa menos, passamos exatamente pelo mesmo.

Ser mãe é duro, dói, é avassalador, é cansativo, é tudo muito intenso e com sentimentos muito ampliados, porque amamos nossos filhos, amamos aqueles pestinhas com cara de Anjo mais que tudo! E é por amarmos tanto que custa tanto!

Não vou dizer que vai passar, pois não sei, ainda estou muito no início desta aventura de ser Mãe.

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16
Ago19

Figuras tristes!!!!!


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Nunca liguei muito ao que as pessoas poderiam pensar a meu respeito, não mesmo! E sabem que mais ainda bem, porque senão hoje em dia morreria de vergonha quando passeio com as minhas 3 tartaruguinhas na rua.

Sabem porquê? Eu digo!

 

- Fazemos figuras triste na rua, sim fazemos e não damos por ela e quando damos não queremos saber.

Seja porque estamos num momento de brincadeira e sejamos sinceros, não é possível um adulto não fazer figuras triste a brincar com uma bebé ou 3 crianças pequenas, a tentar faze-los rir ou fazer de conta que corremos atrás deles e cantarolar “eu vou t´apanhar eu vou t´apanhar”, ou cantar a galinha põem o ovo, ou atirei o pau ao gato. Estão eles sentados no carrinho e tu de rabo para o ar a esconder-te atras desse mesmo carrinho a fazer, coucou sempre que apareces.  Sim meus amigos fazemos figuras tristes, mas não nos importamos ou melhor nem damos por ela!

No outro dia estávamos a passear com as 3 adoráveis criaturas a fazer altas palhaças com eles e quando prestei atenção ao meu redor vi bem a expressões faciais de quem passava, soube logo o pensavam, a maternidade está-lhe a queimar os últimos neurónios viáveis!!!! Mas desenganem-se se sou só eu, meu marido faz as mesmas figuras ou pior do que eu, ainda esta semana ele era o lobo mau a apanhar os 3 porquinhos, os miúdos adoram e é tão bom ouvir os gritos e risos de alegria deles. Eles só nos pedem isso, que brinquemos com eles…..

 Amigos só vos digo uma coisa, isto acontece com todas nós… sem exceção! E para todas as restantes pessoas que não estão incluídas neste desfile de figuras tristes com os filhos em público, aviso-vos já: Escusam de nos gozar! É completamente escusado por 2 motivos, 1º porque não nos afeta minimamente e 2º porque quando tiverem o vosso próprio bebé lindo hehehe, iap, isso mesmo, já sabem o que vai acontecer!

 

O pai a ser o Grande Lobo mau a apanhar os 3 Porquinhos

 

 

05
Ago19

O que ninguém conta quando vamos ser mãe de 1ª Viagem


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Quando anuncias a tua gravidez, toda gente diz como é maravilhoso, como tua vida vai mudar para melhor e como é tudo é um conto de fadas! Tretas….

Eu acho que existe uma organização secreta de mães onde juram pela própria vida que não vão contar nada as futuras mamã sobre as dificuldades da maternidade. Sim porque muita coisa não é dita! Muitas coisas vão nos assustar e vamos pensar que só a nos é que acontece, vamos ter medo pois estamos a falhar como mãe, não é verdade, acontece com todas!

Aqui vão uns exemplos sobre o que não nos contam:

Dormir

Dormir, até da própria palavra vais ter saudades. No inicio vais ter de dar mama ou biberon de 3 em 3horas, não nesse intervalo de tempo, a tua cria é que come de 3 em 3 pois temos muito que fazer nesse intervalo de tempo. O bebé acorda colocas na mama se não dás mama ainda tens de preparar o biberão, das o biberão, esperas que arrote ele arrota e lá vem um jato de leite atras, toca a tirar a roupa, trocar fralda, colocar roupa e vais tu trocar de roupa, colocas roupa a lavar pois suja-se muita roupa quer sejas tu ou teu bebé e isso quer seja de dia quer seja de noite e quando pensas que podes descansar recomeças tudo de novo. Mas tem calma pois com o passar dos meses as coisas ficam melhor!

Saídas de casa

Uma autentica aventura, tens de começar a organizar tudo horas antes ou no dia antes e conseguimos literalmente levar a casa as costas. Quando tens tudo pronto para sair sentes um cheiro estranho, la vais tu trocar de fralda e coincidência é uma daquela cagadas que saem por todo o lado por cima por baixo, lá tens tu de trocar a roupa toda a criança, dar banho voltar a vestir quando das por ela esta na hora de mama ou biberon e tens muita sorte se ao arrotar ele não bolsar. Quando das por ela já estar uma hora atrasada e a pensar se vale a pena ou não sair de casa isso quando não tens mesmo de cancelar saídas pois tens o bebé doente e acontece bastante.

 

Cólicas e o cocó

 Cólicas, nem todos os bebés tem, mas quando tem não sabes o que fazer, tentas dar banho para que a águinha quente alivie, compras aqueles sacos de água que se usa no inverno para aquecer os pés ou aqueles saquinhos de semente de caroço de cereja, tentas tudo, passas a vida no pediatra, no meu caso resolveu-se tive de trocar de leite passei a dar leite sem lactose e ela nunca mais teve cólicas. O cocó ou a falta dele, tua crianças não faz e chora porque esta presa e dói, vais com eles fazes massagens e lá espremem-te tanto a criança que só não choras porque se começas nunca mais na vida paras, eles lá conseguem esvaziarem a criança e tens uns dias de descanso e pensas que tudo melhorou, errado, tentas em casa fazer a massagem mas não consegues pois tens medo de a partir ao meio até que ela já não chora mas continuas preocupada pois ela não faz cocó, sim porque a mim durante a gravidez disseram que era cada mamada cada cagada, mentira, cheguei a conclusão que a minha nina já era dela fazer dia sim dia não, até que começou a comer sopa e ai meus amigos era todos os dias varias vezes ao dia.

 

Dores de costas

Vais viver constantemente com elas, achavas que levar as sacas das compras até ao 3 andar sem elevador era dificil? Espera até andar com a casa as costas! É bebé, coque, saco do bebé com fraldas, creme, uma muda de roupa, fraldas de pano, termo para agua quente, doseadores do leite me pó, biberão para o leite e outro da água, chupeta, brinquedos mais o teu saco e compras, chegas lá acima só te apetece atirar para o chão como uma menina pequenina. Vai doer a mudar a fralda, a dar banho, a baixar-te para pegar nela ou para pousar vai doer, mesmo deitada vai doer. As tuas costas nunca mais vão ter descanso!

 

Saudades

Sim, vais ter saudades da tua vida antiga, de sair a noite e não te preocupares se bebes ou não de entrar tarde a má horas, agora vais dar por ti a preferir ficar em casa para descansar e puder deitar mais cedo se possível, vais preferir o sossego, mas sempre a ter saudades. Vais ter saudades de não ter fraldas, cremes, brinquedos, roupas de criança por todo o lado. Vais ter saudades de limpar a casa de fio a pavio sem interrupções e vais ter saudades de dormir sem interrupções.

 

São só alguns exemplos, mas não pensem que é sempre assim, não é! Conseguimos adaptar-nos a essa mudança, a criar uma rotina, teus dias vão voltar a ter um inicio, meio e fim! Tudo melhora, a vida fica melhor e não vais querer troca-la por nada desse mundo mesmo nos dias mais complicados.

 

A partir do momento que sentimos esse ser a crescer dentro de nos, tudo muda, tornamo-nos mais carinhosas, meigas, tornamo-nos grandes, tornamo-nos invencíveis pois conseguimos ultrapassar tudo apesar de estarmos sempre com dívidas e medo ao mesmo tempo estamos mais seguras de nós próprias e das nossas escolhas. Sabemos no 1º segundo porque nosso filho esta a chorar, não vale a pena ouvir os outros tu é que sabes o melhor para o teu bebé, portanto segue teu instinto ele esta certo!

Falo para as de primeira viagem, pois quando vamos ter o segundo ou terceiro já nos pusemos finas e já sabemos o que nos espera, melhor ou pior a coisa anda sempre ali no mau ou menos mau.....

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01
Ago19

Não é um mas dois corações a bater! (Parte 3)


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

O tempo foi passando, os dias foram passando, um depois do outros depois de um depois de outro muito lentamente, quase que a rir na minha cara!

Passava os dias a ler para não sentir o tempo a pairar ao meu redor contar muito devagarinho, 1, 2, 3, 4, 5 segundos.

 

As 10 semanas passadas no hospital foram das mais duras da minha vida, esperar que meus meninos crescessem fortes para estarem preparados para o mundo exterior!

 

O dia finalmente chegou, pude ir para casa junto de minha princesa. Os meninos estavam com preso bom e tamanho portanto dali para frente se decidissem sair estávamos todos prontos.

 

Não tenho muito em memoria desses dia, sabem, vivi os últimos tempo de gravidez e inicio de vida dos meninos numa espécie de limbo, poucas memorias tenho.

 

O que não esperava era que me custa-se tanto ter voltado, não pela minha princesa isso foi o melhor de tudo, mas tive de ficar algumas ocasiões com ela sozinha, tardes inteiras e foi duro, pois quando dei por ela não tinha forças para a acompanhar, uma menina cheia de vida com 20 meses não para, tentava que ficasse ao pé de mim e não ficava muito tempo claro, a miúda quer é brincar, correr saltar. Por ter ficado 10 semanas completamente parada enfraqueceu meus músculos e não contava de todo com isso. Lembro me de uma dessas tarde que estava tão cansada, doía-me tanto as costas que cheguei ao ponto de chorar de frustração, eu que queria tanto voltar a casa para estar com minha filha e quando finalmente estava não conseguia. Falo de longas horas, ficava com ela das 13h as 20h sozinha com ela, pois toda gente trabalhava ou tinham saído e não tinha ninguém que me pudesse auxiliar.

 

Finalmente o dia chegou!

 

Hora marcada lá fomos nos para a o hospital, tínhamos cesariana marcada pois um dos meninos estava na posição sentado então para não correr riscos desnecessários optou-se dessa maneira.

 

Estava calma, ninguém da família sabia que era nesse dia que os gémeos iriam nascer, quisemos guardar esse momento só para nos, sem stress vindo dos outros.

 

Eu só tomei consciência do que realmente ia acontecer quando já estava na maca no corredor a despedir-me do meu marido, como disse eu estava a viver num de limbo, e na hora que me atingiu que dali a uns minuto teria aquelas duas criaturas nos meus braços entrei numa espécie de pânico a chorar.

 

O parto da Princesa foi normal, portanto uma experiência completamente diferente. Foi calmo, eu deitada de braços em cruz cheia de fios, as pessoas a falar para mim para saberem se estava bem e deixarem-me mais calma. Nunca houve conversa fora de contexto do que ali se estava a passar, todo girava a minha volta e do que ai vinha, os Gémeos, explicaram-me todo o processo antes, apresentaram as duas equipas de pediatria que iriam receber os meninos e perguntam pelos nome dos meninos e cada equipa foi designada naquele momento para seu respetivo gémeos. Todo o processo foi muito tranquilizador e finalmente um choro alto e forte, o bebé M. nasceu, colocaram-no a pé de mim para que o pudesse ver e lá o levaram. 5 minutinho foi o tempo que levou para conhecer o bebé O. outro choro forte, outra apresentação rápida e lá o levaram. Enquanto terminavam o que tinha de fazer comigo eu olhava o processo da pesagem do meus meninos, a primeira pica, a primeira roupinha a ser vestida e enquanto o faziam iam me dizendo tudo, apresar de ser uma sala ao lado dava para ver e ouvir tudo, fizeram com que eu mãe que acabara de parir por cesariana e não os podia ter no meu colo não me senti-se excluída do processo. Eu já tinha enorme adoração pelos profissionais desse hospital o ULSAM – Hospital de Santa Luzia e naquela hora mais ainda.

A partir dali, começou a nossa vida a 5. De uma filha passei a ter três filhos. E tudo o que aprendi enquanto mãe da A. tive de reaprender e ajustar para ser mãe da M. e do O. os gémeos.

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12
Jun19

Apesar de ser mãe também queres......


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

De repente tornaste-te na pessoa mais importante deste mundo. Como perguntas tu? És mãe! Para teus filhos és do mais importante que há para o mundinho deles!

Achas que é confuso? Que tens teus sentidos e sentimentos confusos? Tens sim, mas é normal. Apesar de ser mãe também queres;

Gritar? Grita, tu podes! Ri as gargalhadas! Chora um mar de lagrimas, chora de frustração ou chora de tanto rir!

Queres fugir? Sair beber um copo com amigas? Fugir num bom livro? Foge, mas nunca te esqueças de onde vens, podes não saber onde vais, mas de onde vens é que te faz quem é hoje e te vai ajudar na tua jornada!

Queres gritar? Grita a plenos pulmões a ponto de ficar sem forças ou então grita para te dar a força necessária para enfrentar o mundo ou pelo menos o dia de amanhã!

Dá mimos, muitos mimos, mas não tenhas medo de pedir mimo, pois também precisas de conforto e carinho!

Precisas também da tua mãe? Claro que precisas, tal como teus filhos precisam de ti, tu também continuas a precisar do colo da tua mãe, mesmo que sejas mulher adulta e mãe, não tenhas medo de lhe pedir, ainda somos bebés aos olhos dela!

Tens medo? Todas temos, cuida desse medo, não deixes que ele te prenda, se tiveres poder nele tornaste-te destemida.

Tens saudades? Claro que tens! A lista é longa, por onde começar? Saudades de estar sozinha, de não teres responsabilidades, de dormir, de sair de casa em 5 minutos, de não seres a pessoa mais importante do mundo e tens saudades de ser jovem!

Tens entre a tuas mãos o poder de mudar o mundo, estas a criar a geração futura, és mãe! Dá-te o direito de sentir sem te sentires culpada!

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03
Jun19

Não é um mas dois corações a bater! (Parte 2)


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Depois do anuncio que vinham não um, mas dois bebés, estava quem choque!

A médica foi impecável, ela viu que foi um grande choque para mim. Deixou-se ficar lá comigo enquanto chorava, perguntou se queria que chamasse alguém e eu disse que não, que já me ia acalmar.

Passado um tempo, respirei fundo e virei-me para ela e perguntei e agora? Visto a gravidez estar bastante adiantada e faltei a todos os exames necessário no primeiro trimestre.

Achei incrível a maneira como eu reagi, do choque e incredulidade num momento e no momento a seguir uma preocupação extrema com os dois bebés que ainda a minutos desconhecia a existência.

Ela explicou-me que como eram gémeos iria ser seguida no hospital, só precisava de passar no centro de saúde falar com a médica de família para ela fazer a transferência pelo sistema. Mandou-me ficar de repouso nessa semana visto estar bastante doente e marcou analises e consultas para a semana a seguir.

Sai do hospital e vi que tinha inúmeras chamadas do meu marido. Não liguei já já de volta, primeiro precisava de estar comigo e com os dois feijõezinhos que cresciam dentro de mim e só depois revelava ao resto do mundo a sua existência.

E foi, mentalizei-me, aceitei-os e principalmente prometi a mim própria que a minha princesa A. não se ia sentir posta de parte em nenhum momento. Custe o que custar teria de tentar.

Mandei uma foto para o meu marido da ecografia. Ele ligou-me logo a perguntar se estava tudo bem comigo e com o bebé, respondi que sim, que estava tudo bem comigo e com os bebés, e ai silencio absoluto, pensei cá para mim que lhe provoquei um ataque cardíaco ali na hora, mas não. A resposta dele ajudou me imenso, se esta tudo bem com eles então o resto resolve-se, só precisamos de um carro maior. Ri-me, como não haveria de me rir quando ele fazia de tudo para ajudar a aliviar a situação. Ele podia estar em pânico por dentro, mas nunca nunca o demonstrou.

As primeiras analises estavam bem, as ecografias também, portanto lá decidimos que poderíamos começar a contar a família. Começamos pelos meus sogros e cunhados.

Quando contamos ainda meu marido não tinha terminado a frase que eu já chorava. Meus cunhados abrasaram-me logo e deram os parabéns, os meus sogros ficaram felizes, mas preocupados eles sabem o que é criar gémeos, eles tiveram gémeos e sabem que ia ser duro. Minha sogra preguntava se tinha certeza que eram só dois, coitada, ela teve trigémeos e infelizmente a menina não vingou, entendo a preocupação dela. Depois de lhe confirmar que era só dois ficou aliviada.

Agora faltava contar aos meus pais, estávamos na altura do natal e eles não vinham cá este ano, pois minha irmã tinha acabado de ter um menino a pouco menos de 1 mês então eles iriam ter em ela. Tive de contar por vídeo chamada, minha mãe começou logo a chorar, meu pai ficou em choque e meu irmão supercontente. Eu chorava, não houve uma vez que não contasse que estava gravida de gémeos que não chorasse, mas acho que eram as hormonas, na altura já estava mentalizada do que aí vinha, mas pronto, parecia uma maria madalena.

Tudo corria lindamente até as 26 semanas, numa consulta de rotina, depois o CTG e da eco disseram que ia precisar de ficar internada, estava em risco de parto prematuro, tinha o colo muito fino e contrações. Disse logo que não, que não podia pois tinha uma filha pequenina e tinha de ir para casa com ela.

Não me deixaram, o que era para ser uma semana internada transformam-se em 10 semanas.

Na altura ressenti-me muito com os bebés que estavam para vir. Eles estavam a fazer com que ficasse longe da irmã deles.

Vivi essas semanas com sentimentos ambíguos, queria que ficassem no quentinho o mais tempo possível, mas também queria sair dali o mais rápido possível e estar com minha filha. Não a via muitas vezes, não a levavam ao hospital muitas vezes, credo estava psicologicamente muito abalada!

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13
Mai19

Não é um mas dois corações a bater!


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Depois de contar ao marido, mesmo estando aliviada por ele não ter entrado em pânico, por ele continuar a enumerar as coisas boas que vinham dai continuava a chorar. Sei que não era para tanto, mas não estava de todo preparada para uma segunda gravidez, estava muito apegada a tartaruguinha, admito que queria mais tempo só nós as duas, achei horrível tirar-lhe colo, mimo, ela ser tão pequena. Achava que vindo outro bebé, ela iria perder, iria se sentir excluída, que não ia entender o que se passava. Não sei bem explicar o turbilhão de sentimentos, achava eu que naquele momento o turbilhão era enorme, mal sabia o que aí vinha.

Continuava com gripe, já não me atrevia a automedicar-me, mas a gripe não passava, piorava. Decidi ligar a medica de família, para tratar da gripe e principalmente para começar a tratar das coisas para esta gravidez. Azar dos Azares ela estava de ferias e não tinha vaga para outro medico. Decidi esperar, ela estaria dali a uma semaninha.

Dois ou três dias depois passei uma noite terrível, uma tosse que parecia que me ira arrancar os pulmões, não respirava, em vez de melhorar, piorava. O marido disse que no dia a seguir ele leva a menina a creche e eu ia diretamente a as urgências. Assim foi, fui as urgências fui atendida rapidamente! O medico ausculta-me e vê o meu estado lamentável, entretanto digo-lhe que estou gravida, fica assim avisado por causa da medicação. Perguntou-me de quanto tempo, disse-lhe que de pouquíssimo tempo, pois acabava de descobrir. Ele ficou um pouco em silencio, olho para mim e disse que me ia mandar para o piso da obstetrícia para ver se estava tudo bem, só para ter certeza. Com isso tudo não me receitou nada, disse para descansar, fazer vapores e vitamina C.

Lá fui eu, cheguei a obstetrícia, chamaram e entrei no consultório. Lá dentro dá me um ataque de tosse muito forte, fiquei literalmente sem forças, a medica e as enfermeiras ajudaram-me a deitar na maca, para me recuperar, entretanto, começam com as perguntas, a idade, peso, altura, se já tinha filhos, o normal. Pediu para levantar a camisola para ver como estávamos, lá coloca o gel geladinho na barriga e coloca e a sonda lá começa a passear de um lado e do outro e espalhar aquele gel que depois a limpar parece que se mete em todo o lado.

No inicio não consigo ver o ecrã, mas ela vai falando comigo, pergunta a idade da A., se foi uma gravidez fácil, se não. Uma das perguntas foi se havia gémeos na família, respondi que sim, na minha família há gémeos e o meu marido é gémeo, ou melhor era trigémeo, mas uns dos bebés não sobreviveu.

De repente a silencio enquanto ela continua na sua busca, quando ficou em silencio pensei que perdi o bebé, senti o mesmo silencio na gravidez anterior a Tartaruginha A.  Ela vira o ecrã para mim e diz-me que esta tudo bem e que não é um mas que são dois corações. Lembro-me perfeitamente de responder que não pode ser, para ver bem, porque não podia ser!

A obstetra aproxima mais o ecrã e aponta para os dois corações, ela nem precisava de apontar, eles viam-se perfeitamente bem, ao que ela ainda me diz  que a gravidez estava muito mais adiantada do que o esperado pois já estava de 15 semanas, mas coisa menos coisa!

Comecei a chorar, dizia que não podia ser, não acredito, não posso! Mal tinha aceite o facto que estava gravida, mas dois, Caramba, se me doía a cabeça antes agora é que doía.

A medica não sabia muito bem o que dizer face a minha reação, e eu só dizia que tinha uma menina de um ano em casa, que precisava muito de mim, não podia fazer-lhe isso. Logo dois bebés.

Estava em choque!

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09
Mai19

Virose que não era virose!


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

A tartaruguinha A. foi planeada achávamos que estava na hora. Tínhamos ideia de termos um segundo filho mas quando ela tivesse os seus 3 ou 4 aninhos. A vida decidiu de outra maneira….

A princesa aos 11 meses apanhou o vírus da febre aftosa, meu deus, quando me lembra ainda tremo, ganhou aftas na boca até a garganta, horrível, não comia, não dormia, só chorava! Foram 15 dias muito complicados em que nenhuma das duas dormia.

Festejou o primeiro aniversario doente, não é assim que imaginamos o primeiro aniversario. Acabou por passar, voltou a comer impecavelmente e voltou para a creche, nem uma semana lá ficou e apanhou gastroenterite, claro que estava ela a voltar creche, apanhou meu marido, quando passava a dele fiquei eu.

Andei assim bastante tempo, todas sabemos que quando nos mães ficamos doentes nunca nos tratamos devidamente, mas desta vez eu achava que estava a demorar muito tempo, passa um mês, passa outro eu sempre maldisposta umas dores de cabeça enormes, não me lembra de me doer tanto como naquela altura. Tinham já passado quase 3 meses disse ao meu marido que tinha de marcar consulta pois a virose nunca mais passava.

Como se não bastasse fiquei com uma gripe descomunal, as dores de cabeça pioravam, não conseguia respirar, uma tosse terrível, não dormia e claro tomava o que tinha a mão.

Nessa semana, tinha acabado de tomar a pilula e reparei que o período nunca mais vinha, mas não me alarmei muito, pensei que fosse normal pois a meses que me sentia cansada, e ainda por cima estava doente, portanto era normal que estivesse descontrolado. Chega o dia de começar a tomar e nada, decidi não voltar a tomar e ver, pois se não vinha tinha mesmo de marcar consulta e ver o que se passava, para mim era anemia pois tenho tendência para isso.

Mais uns dias passam e nada e não sei como veio-me a cabeça, “ e se estivesse gravida?”, mas descartei a ideia, pensei logo que nem a brincar. A noite a ideia voltou logo a surgir e decidi que só para descargo de consciência ia fazer o teste no dia a seguir.

Dia seguinte, antes de ir para o escritório passei na farmácia e comprei um teste, mal cheguei fiz logo.

Aquilo nem 5 segundos demorou, aquilo apareceu logo os dois tracinhos, zas zas.

Senti meu coração cair ao chão! Só pensei a A. ainda é uma bebé, não posso, a A. ainda é uma bebé.

Fiz o teste sem nunca acreditar que poderia realmente estar gravida! Fiquei em choque! Não disse nada a ninguém, pensei que poderia ser engano, eu tomo pilula, era um teste defeituoso. Continuei meu dia, não me saia da cabeça, mas sem nunca aceitar ou acreditar. No final do dia fui buscar minha tartaruginha, fomos para casa e esqueci o assunto nesse dia.

No dia seguinte fui ao laboratório de analises e pedi para fazer teste e lá fizemos e depois mandavam o resultado e obriguei-me a não pensar nisso até porque ainda estava com gripe e com dores de cabeça.

Recebi o resultado, era aquilo que não queria, aquilo pelo qual não estava preparada! Minha virose afinal não era uma virose, estava efetivamente gravida. Chorei, admito, chorei e continuava a pensar a A. ainda é uma bebé, não lhe posso fazer isso, a A. ainda é um bebé.

Não achei justo, queria mais tempo só com a princesa A. aproveita-la mais, dar-lhe tempo de ser bebé, mais tempo, ser a única mais tempo.

Nessa noite, depois de a deitar a tartaruguinha sentei-me no sofá com o P. e contei-lhe! Ele não acreditou, normal, coitado pois comecei a rir, a rir de nervosa, mas tão rápido como comecei a rir também comecei a chorar, ele ai viu que a coisa ficou seria, que eu estava a falar a serio! Desabei nos ombros dele e só dizia o mesmo de sempre, a A. ainda é uma bebé.

Dou graças a Deus pelo meu marido, ele em vez de entrar em pânico, reconfortou-me e disse que não é nada de grave, assim fica arrumado e ficam com idades próxima e para brincar é melhor! Fiquei mais calma só com o facto de ele não entrar em pânico, mas mesmo assim chorava e só pensava, a A. ainda é uma bebé!

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03
Mai19

O que tem a ver Jardim/Horta com responsabilidade?


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

No feriado aproveitamos estar bom tempo para plantar legumes e flores.

Como sabem minhas 3 tartaruguinhas adoram mexer na terra, portanto cada um teve direito a plantar sua alface e sua flor.

Agora a preocupação deles é regar, regar, sempre regar, tenho cá para mim que elas não vão morrer a sede, mas sim afogadas!

Gosto deste género de atividade com eles e ao mesmo tempo aprendem a ter responsabilidade para com o que é deles. É muito bonito darmos tudo e mais alguma coisa e na hora eles adoram e brincam, mas depois arrumam ou perdem o interesse e se parte ou não já não lhe faz espécie.

Mas com flores é muito diferente pois eles vêm a plantinha a crescer, a florir, se não tem água começa a secar, demasiado água perdem cor e murcham e se for um legume vêm a crescer a dar fruto ficam todos vaidosos e estão sempre a querer saber e comparar quem tem os tomates mais vermelhos, o maior pepino, a alface maior e mais verdinha! E o melhor é que depois colhem e o que normalmente não queriam comer ou experimentar agora fazem-no com mais orgulho!

Como é algo que dá para ver no dia a dia a diferença eles prestam mais atenção e o mais importante aprendem a ter responsabilidade por algo que lhes pertence!

E com isso tudo também ficamos com um jardim e horta mais bonito!

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30
Abr19

Meias de todas as formas e todas as cores


Mulher, Mãe, Esposa de todos os dias

Detesto dobrar meias, odeio!

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Admito que quando estou a tratar da roupa, no fim de passar e dobrar quando chega o momento de tratar das meias muitas vezes não o faço, porque já me dói as costas e estou cansada e enerva-me aquelas meias solitárias então coloco-as todas num cesto da roupa e consoante vou precisando vou lá pescar.

Mas lá chega o dia em que me decido dedicar a causa e encontro um monte que nunca mais acaba, só aí a vontade começa a esmorecer!

Normalmente sento-me no tapete da sala despejo tudo lá para cima e começa a minha buscar aos pares.

São meias que nunca mais acabam, meias de todas as cores, as bolinhas, as risquinhas, com bonecas, sem bonecos, com lacinhos, com tema de natal e páscoa que cá em casa dão para o ano todo e finalmente as verdadeiras e únicas, as meias pretas do meu marido, esses são as que me dão mesmo cabo do juízo, Cristo, meia hora para tentar perceber se aquela meia preta pertence a esta meia preta, só me apetece deita-las todas ao lixo e comprar novas consoante vai precisando.

Acredito que não deva ser a única, quando dou por ela tenho as meias colocadas na minha frente como aquele jogo de cartas em que temos de adivinhar onde esta o par escondido.

Quando finalmente termino de encontrar os pares, sobra sempre meia dúzia de meias ali sozinhas sem par! E o que fazemos com elas? Guardamos, pode ser que o par esteja na maquina a lavar ou a secar, pensamos nós, mas todas sabemos a verdade, nunca mais iremos vestir essas meias, são meias perdidas no triangulo das bermudas ou onde raio o parta elas se enfiam! Mas insistimos em guardar a meia solitária e quando damos por ela temos uma saca enorme cheia de meias descasadas!

Enquanto faço isso meu rico maridinho esta no sofá a roncar tal uma moto serra, haja solidariedade!

 

 

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